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domingo, 4 de junho de 2017

DIÁRIO #2

05 de junho de 2017
Segunda - 00h35

   Eu achei que ia conseguir atualizar com mais frequência, ou pelo menos nos primeiros dias eu estava bem animada. O que me impediu foi descobrir que aparentemente é impossível conectar no celular pela conta do blog pra fazer a postagem por lá... Se eu pudesse fazer direto do celular seria bem mais fácil e eu provavelmente teria postado mais. Mas enfim, hoje senti vontade de escrever, então vamos lá, no mesmo esquema de não me preocupar muito com a qualidade do texto. 

   Conversar com a Layla sobre o "Robson" me ajudou a entender a dinâmica que acontece entre mim e o Andy. Mais precisamente, a dinâmica que acontece de mim para o Andy. Nada do que eu já não estivesse evitando enxergar há muito tempo. Transferência, idealização, blablabla. Tudo o que eu quero agora é conseguir superá-lo porque finalmente essa "escolha objetal" passou de sublimadora pra perturbadora (pra mim). Mas eu quero continuar sendo amiga dele também, e até isso está parecendo difícil no momento. Na verdade, se eu não tivesse ficado tanto tempo enxergando coisas onde não tem, talvez tivesse enxergado o que estava ali tão na cara, que era ele se distanciando cada vez mais de mim. 

   Bom, ele finalmente conversou comigo sobre isso um pouco mais objetivamente. Eu não concordo com esse posicionamento dele de "quando a gente se incomoda com alguém, nós devemos resolver sozinhos, sem envolver a pessoa". Isso tira toda a possibilidade de diálogo e entendimento. Mas por outro lado eu também entendo que ele pensa que ninguém é obrigado a mudar por outra pessoa, e eu respeito isso. E eu sei também que não posso dizer que "queria que as coisas fossem como antes" sendo que é o que ele vem dizendo há tanto tempo e eu não ouvi justamente porque queria que "as coisas" tomassem um rumo completamente diferente. Nenhum de nós tem o poder de fazer as coisas serem como antes, afinal. Ainda bem, eu acho. Se tivéssemos esse poder, nós dois provavelmente nunca evoluiríamos. 

   E falando em seguir adiante, vou falar um pouco sobre os "planos" que citei no último post. 

   Minha psicóloga achou minha ideia de projeto bem interessante e tá me dando uma força para desenvolvê-lo. Agora é hora de eu escrever o projeto e trazê-lo mais para o plano da realidade. Sei que depois de melhor delimitado, vou poder contar com a ajuda dela e das professoras que conheci na Unesp. Eu queria muito realizar essa pesquisa e estou com muito medo de me autossabotar e acabar não escrevendo nada. Hoje me bateu um medo de nunca sequer conseguir fazer um mestrado. Mas ultimamente tenho conseguido lidar melhor com ansiedade e autocobrança, então não vou ficar pensando negativamente à toa. 

   Aliás, essa sexta foi minha última prova da faculdade e agora estou de férias. Sim, BEM cedo. Lá eles reservam umas duas ou três semanas só para a realização dos exames, provas substitutivas e revisões de prova. Eu acho horrível, um desperdício de semestre letivo. Mas tudo bem, o fato de eu ter começado a participar de várias atividades extracurriculares na Unesp vai me manter bem ocupada. Vou falar sobre elas agora.

   Primeiramente, quero falar sobre o teatro que acabou se tornando algo muito mais sério do que eu imaginei quando comecei a participar da oficina de teatro. Agora o professor me convidou para participar do grupo oficial da faculdade (muitas pessoas começam a frequentar a oficina justamente na esperança de entrar para o grupo, o que faz com que eu me sinta um pouco mal). Por várias e várias vezes eu tive a impressão de que ele se arrependeu de ter me convidado, já que, né, eu não sou atriz nem tenho pretensão de ser, nunca atuei, não sei atuar. Mas logo no início eu já neutralizei essa insegurança pensando que, oras, não é ele o ~diretor/ator/professor/compositor super renomado de quem ele tanto se gaba? Quem sou eu, reles mortal, pra dizer que ele cometeu um erro ao me escolher, não é mesmo? E se foi mesmo um erro, a culpa é de quem? Da leiga curiosa que não entende nada de teatro ou do profissional especializado em escolha de elenco? Rsrsrs. Não, mas de verdade, pensar que ele sabe o que faz e *escolher* confiar nele me tirou esse peso das costas (e eu não tenho obrigação alguma de saber fazer algo que nunca fiz na vida e eu tenho certeza que ele sabe disso e me convidou sabendo que eu ia demorar um tempo pra pegar o jeito!).  

   Mas confesso que já é o terceiro pesadelo que eu tenho sobre ser dia de apresentação e eu ter esquecido de decorar as falas ou ter esquecido de levar meu figurino. 

   Enfim, tudo isso pra dizer que pra essa semana tenho que decorar minhas falas (o que é BEM mais difícil do que eu imaginei que fosse, sério) e planejar acréscimos interessantes às cenas. Eu gosto dessa liberdade que ele nos dá para alterar o roteiro (na verdade ele meio que exige isso, acho legal). E pela primeira vez eu estou sentindo que posso ser útil porque meu personagem é um psicanalista e eu sou a única ali que entende um pouco de psicanálise (e a peça fala justamente de repressão sexual, dentre outros temas)!! Mas por enquanto eu ainda me sinto apenas uma ajudante, vamos ver se até o final do ano consigo alcançar o status (dentro da minha cabeça) de "integrante do grupo".

   Fora o teatro, quero aproveitar as férias para me dedicar mais ao grupo de Libras (até agora não me esforcei nada para aprender de fato os sinais que me ensinaram) e ao grupo de estudos de educação em direitos humanos e desenvolvimento moral da criança (que são os que vão me ajudar no desenvolvimento do meu projeto). 

   Além disso, prometi pra mim que agora que tive tanto Psicologia Social como Psicologia Comunitária, vou tentar conseguir um estágio com psico social novamente. Mas dessa vez tenho um plano, vou conhecer o local primeiro e oferecer um plano de atuação/trabalho voluntário (minha psicóloga que me deu essa ideia!). 

   E, por fim, consegui superar um pouco minha frustração com meu metabolismo e vou voltar a fazer JI essa semana para emagrecer. Para contextualizar: eu sempre emagreço 3kg facilmente e depois volto a engordar esses 3kg com a mesma velocidade. Dessa vez estou nesse plateau (pós primeiros 3kg emagrecidos, sem conseguir emagrecer mais nada). Tenho fé que vou conseguir emagrecer mais 3kg nas próximas 2 semanas e aí vou estar satisfeita. Agora sim vou colocar à prova se realmente tô melhorando minha relação com culpa/frustração. 

   Ah! Para não falar só de obrigações, nessa semana pretendo desenhar mais, já que tive uma ideia bacana de uma história envolvendo a mim, Debbie e Andy (eu sempre uso meus amigos quando quero superar bloqueios criativos, isso pra desenho, escrita, música, tudo). Por mais que eu não tenha técnica suficiente para desenhar histórias de fato, acho que fazê-las me estimula muito a praticar. 

   Hmmm, queria dizer também que hoje foi um dia bastante produtivo, especialmente pra um domingo. Por eu já estar há cerca de 1 mês lidando bem com finais de semana e feriados, essa é a primeira vez que estou confiante de que não vou ficar deprimida nesse período de férias. Ou posso até ficar eventualmente, mas vou ter recursos suficientes para me colocar para cima de novo.

   O que mais? Ah, estou bem feliz por estar conseguindo conversar com pessoas novas e tomar a iniciativa com algumas pessoas "velhas". Preciso lembrara de falar com o Lucas sobre o teatro, faz um tempo que quero falar com ele. 

   Escrever tudo isso demorou bem mais tempo do que eu imaginei, mas agora estou feliz por ter conseguido. Adeus!

(AH!! E eu tenho que lembrar de finalmente gravar um vídeo tocando Always With Me no piano, antes que eu esqueça como se toca de novo!! A AB gravou uma versão muito linda no violão e me lembrou/inspirou <3)

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